De volta à blogosfera (e ao meu pequeno delírio cotidiano)
De volta à blogosfera (e ao meu pequeno delírio cotidiano)
Faz um bom tempo que não venho ao blog de coração aberto para falar das coisas que realmente fazem sentido na minha vida. Quando criei esse espaço, a ideia era ter um cantinho mágico, um refúgio das pendências da vida adulta.
O tempo foi passando e, à medida que o público crescia, fui me deixando levar pelas chamadas métricas. Posts de moda estavam tendo mais visualizações, gerando algum ganho com anúncios, algumas parcerias... Eu não gostava necessariamente de tudo o que postava, mas seguia o fluxo, entendendo que esse era o meu trabalho.
Acontece que aquilo que criei para me divertir e fugir dos momentos que pediam maior seriedade acabou se transformando em algo engessado, que me cansava mais mentalmente do que me divertia.
No último ano, me reencontrei em tantas coisas que gostava e havia esquecido: crochê, escrita, filmes, música. Até comecei a postar mais fotos aleatórias nas redes sociais, dessas que a gente não pensa muito antes de publicar. Só posta porque gostou, porque transmite vida sendo vivida de forma crua.
Só que eu estava sentindo falta de um espaço mais tranquilo, sem pessoas julgando tudo o que a gente gosta como performático. Foi aí que lembrei do meu pequeno delírio cotidiano e resolvi voltar para a blogosfera.
Não pretendo mais trazer conteúdo pensando no que vai engajar melhor com o público. Quero que esse espaço seja realmente um abraço em um dia difícil, um cantinho que tenha arte, livros, filmes, música, lugares, histórias e tudo aquilo que nos faça ver novamente o brilho da vida.
Talvez isso seja conhecido agora como “romantizar”, mas eu não quero apenas viver e compartilhar momentos extraordinários. Quero que voltemos a enxergar a beleza delicada e imperfeita dos dias comuns.
Com isso, espero encontrar mais pessoas que, como eu, andam meio nostálgicas com a vida. Nostálgicas daquela época em que a gente pertencia a um lugar simplesmente por amar determinado livro, por ter crush em determinados personagens de filmes, por compartilhar uma música ou descobrir que alguém também gostava daquela coisa meio estranha que ninguém mais parecia conhecer.
Sinto saudades daquele tempo em que as pessoas respeitavam os gostos individuais e não queriam nos enfiar goela abaixo que certas coisas são melhores por n fatores.
Não interessa o que é melhor. Só interessa o que nos faz sentir. E cada um sente à sua maneira.
Enfim, se existe alguém vivo aí, saiba que eu tô de volta — e com saudades desse nosso universo! ♡
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