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Pizza e a inflação

Olá gente bonita! Tudo certo com vocês? Bom, eu não queria necessariamente falar de Economia no blog, mas essa semana ouvi um cara falando sobre a inflação da pizza, fiquei meio chocada, por ele ser colunista de um jornal da região, o qual trata sobre temas de economia política e não entender nada de inflação. Logo, cá estou para mais um desabafo. Hehe

Para quem não sabe, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é o responsável pelo cálculo do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e tem avisado a cada publicação da "inflação oficial" que: comer pizza está mais caro em 2015.

Se pararmos para analisar é óbvio que o preço do tomate acumula alta de 23% em janeiro e agosto de 2015; o da azeitona, mais de 14%; e o do queijo, 8%. Somente o trigo está dando um alivio aos bolsos do produtores e consumidores, já que seu preço chegou a cair 0,2% de acordo com o IBGE neste ano. No entanto, na somatória das variações é quase nada.

Bem, boa parte do produto consumido no Brasil é importado e, portanto pago em dólares. E como vocês devem estar acompanhando o dólar tá acima de R$ 4,00. Então, vocês devem tem percebido que para pedir uma pizza o preço está mais alto. Alias, comer fora de casa, de maneira geral, necessita de mais grana em mãos.

Retornando ao preço da pizza. É errado dizer: a inflação da pizza está uma loucura! Que está mais caro comer uma portuguesa na pizzaria, isso é vero. Mas, foram os preços dos ingredientes que subiram. Não existe a "inflação da pizza" ou de qualquer produto isoladamente.

Como falei no inicio, a inflação é sempre medida por um índice, neste caso o IPCA, que não representa elevação de preço de um bem ou serviço. A inflação é sempre uma variação média de vários preços, apontando em um determinado período as mudanças de preços de uma cesta de coisas consumidas. 

Como aponta o IBGE, todos os produtos pesquisados ficaram em média, mais de 7% mais caros no Brasil, isso entre janeiro e agosto de 2015. E em 12 meses, até agosto, o IPCA beira os 10%, com as precisões de especialistas para o fim do ano.

O que se pode dizer: é que a inflação está uma loucura! (sem querer tratar do passado)

E, nesse caso, a choradeira está liberada. :))

Beijones, Fran.
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