É preciso viver o agora

Oi pessoal! Tudo certo com vocês? Recentemente comentei com vocês que esse era meu último semestre na faculdade, que enfim acabou e deu tudo certo. Passei em todas as cadeiras, até a banca do TCC foi tranquila, no entanto não vou fazer formatura, não quis gastar com isso, tenho outros planos.



Mas sabem, o tempo me assustou bastante esse ano, ainda mais agora quando comecei rever algumas memórias da minha adolescência. É mais assustador ainda pensar que minha adolescência foi há dez anos e meio que não vi o tempo passar. Quando somos mais jovens juramos de pé juntos que temos todo o tempo do Mundo, que os verões vão sempre serem infinitos e acabamos não pensando muito nisso, quando nos damos por nós já estamos com vinte e quatro anos. E ainda, posso jurar que dos meus dezoito anos até agora o tempo passou e e nem dei por ele.

Ao ver as fotografias antigas lembrei-me de tudo. Das coisas que sentia naquela altura, das pessoas que me rodeavam, nos momentos exatos em que aquelas fotografias foram tiradas e posso dizer que não me senti nenhum pouquinho triste. Por mais que muitas vezes ficamos nostálgicos ao pensar do tempo que passou, a verdade é que estes momentos passaram e não sinto falta e nem quero os reviver. Digamos que já não sou mais aquela menina insegura de treze anos que estava de coração partido porque o rapaz pela qual tinha uma paixonite gostava da menina mais bonita da turma e não dela, também já não sou aquela que usou delineador com tanta dedicação que gastou três lápis pretos para os olhos em menos de um ano. Já não sou aquela que usou preto e rosa durante dois anos - e que se recusava a sorrir para as fotografias porque tinha de mostrar que estava com medo por dentro. 

Há muitas coisas que já não sou. Mas há muitas que ainda vivem em mim. Continuo a gostar de vestir preto da cabeça aos pés, mas agora sem o risco da minha mãe me deserdar. Troquei o lápis preto que derretia pelo rosto pelo batom e deixei de usar aparelho.

Todos mudam e não podemos ver isso de forma negativa. As pessoas evoluem, os interesses se alteram e os anos da adolescência são os melhores para descobrirmos quem somos. Aprendi muito sobre mim entre os treze e os dezenove anos e é por isso que amo aquelas fotografias que me fizeram rir: pelas memórias e por tudo que associei.

É precico viver o agora. Documentar os momentos que nos faz feliz é necessário. Dez anos passaram correndo e eu nem me dei por eles. Nem quero imaginar o resto da minha vida. Ainda me falta tanto a fazer e com certeza, viver está no topo da minha lista.

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Um comentário:

  1. mudanças sao boas, o tempo passa e devemos aproveitar isso para nosso crescimento :)

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